LIVRO DIGITAL
O engenheiro eletrônico Jean Paul Jacob encerrou com chave de ouro, na quarta-feira (11), o Fórum Internacional do Livro Digital. Jacob (embora o nome não pareça, é um brasileiro) ganha a vida fazendo previsões sobre o futuro e, com muito bom humor, entreteu a plateia apresentando tendências tecnológicas e discutindo o livro digital.
Jacob espera um mundo mais inteligente no futuro. Tecnologias já existentes em apenas algumas partes do mundo estarão disponíveis para todos. Leitores de pupilas poderão conferir a reação das pessoas durante a leitura de um livro ou a exibição de um filme.
Os produtos terão chips de identificação para permitir o rastreamento. Na Alemanha, por exemplo, uma rede de mercados já dispõe de um sistema de leitura de todos os produtos que estão no carrinho sem necessitar que o cliente passe pelo caixa. É só passar por um leitor e pegar o seu recibo.
Pesquisador emérito da IBM, ele aponta que vivemos hoje na intersecção entre um mundo real formado por átomos e um mundo virtual, de bits. Para ele, o livro digital está situado exatamente entre os dois. "O mundo de bits apresenta fatos como se fossem de átomos".
"Um livro impresso é uma tinta não biodegradável sobre uma árvore morta. As fontes são fixas e não se adaptam à vista das pessoas. Não tem animações, vídeos ou áudios e ainda necessita de luz externa. É uma miséria", opina. E sentencia, mostrando um leitor kindle: "Por que não carregar na sua mão mil livros no lugar de um?".
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